Restauração no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: mais de 860 mudas plantadas em mutirões do projeto Plantando Caminhos da Água
Foram mais de 30 pessoas voluntárias — jovens, adultas, idosas e crianças...
Empresas da iniciativa privada deram início ao projeto que visa de colaborar com a restauração de áreas degradadas do Cerrado e com a geração de renda para pequenos produtores rurais e quilombolas da região da Chapada dos Veadeiros. A informação é do Portal Comunique-se.
Segundo a reportagem, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), uma unidade de conservação gerida pelo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), começa a receber a partir desta semana, ajuda de empresas de transporte regular como a Rápido Federal e a Real Expresso. O Termo de Reciprocidade firmado entre as viações e o ICMBio irá beneficiar diretamente a Associação de Coletores Cerrado de Pé, que realiza a coleta de sementes nativas do bioma usadas na restauração ecológica.
Para o Presidente da Cerrado de Pé, Claudomiro de Almeida Cortes, a ajuda chega em boa hora, já que os incêndios e desmatamentos vêm destruindo muitas nascentes, veredas, matas ciliares do Cerrado. “Estamos falando de um Bioma que é o berço das águas. Temos muito a recuperar e todos os anos, infelizmente, a região sofre com as queimadas”, alerta Claudomiro.
Ainda conforme o Portal, inicialmente, será restaurada a área destruída pelos dois maiores incêndios ocorridos região em 2017. O local é conhecido como o Córrego dos Ingleses e fica próximo ao vilarejo de São Jorge. O plantio para a restauração desta área será realizado por meio da técnica denominada semeadura direta e se estenderá até dezembro de 2021.
Vale lembrar que, as sementes da Associação Cerrado de Pé são comercializadas pela Rede de Sementes do Cerrado (RSC) através do Projeto “Mercado de Sementes e Restauração: Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade”, que conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e do Instituto Caixa Seguradora. Além da conservação ambiental, a iniciativa gera renda para pequenos produtores rurais, assentados e quilombolas do território Kalunga, que integram a Associação.
Texto: Com informações do Portal Comunique-se
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