RSC e Araticum contribuem com políticas ambientais de Minas Gerais

Por Redação, em 3 de novembro de 2026

A presidente da Rede de Sementes do Cerrado (RSC) e coordenadora da Araticum — Articulação pela Restauração do Cerrado, Anabele Gomes, participou, na última semana de outubro, da reunião do Grupo de Trabalho (GT) Cerrado e Caatinga, instituído pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG). O GT reúne especialistas e lideranças para debater o aprimoramento de normas, diretrizes e instrumentos focados na preservação ecológica e na sustentabilidade de duas das coberturas vegetais mais importantes do estado. A reunião marcou um momento estratégico para a consolidação de políticas ambientais em Minas Gerais, como a elaboração do Plano de Restauração do estado.

Durante os debates, Anabele contribuiu ativamente no alinhamento das ações propostas pelo “Mapa do Caminho” do GT, uma visão integrada estruturada em cinco eixos estratégicos para construir territórios mais resilientes: (1) Articulação e Engajamento Social; (2) Planejamento e Ordenamento Territorial; (3) Uso Sustentável e Produção Rural de Baixa Emissão de Carbono; (4) Instrumentos Normativos e Econômicos; e (5) Gestão da Informação e Monitoramento Ambiental. A Presidente da RSC reforçou a necessidade de cruzar essas metas técnicas com as demandas reais dos povos e comunidades tradicionais da região.

O encontro detalhou a composição intersetorial do GT, que atua sob a coordenação do IEF e reúne órgãos públicos, o setor produtivo e representantes da Sociedade Civil, como os coletivos biomáticos Araticum, RECAA e Rede Pela Restauração da Caatinga. Para a RSC e a Araticum, este espaço de governança junto ao IEF-MG é fundamental para garantir que as ações do Plano de Ação Climática do Estado alcancem impactos reais no Cerrado e na Caatinga, que juntos cobrem cerca de 60% do território mineiro. A inclusão de vozes do terceiro setor e de comunidades assegura que as novas diretrizes de restauração ecológica andem de mãos dadas com a salvaguarda socioambiental e a valorização das cadeias da sociobiodiversidade, especialmente na faixa norte do estado.

Ao avaliar a sinergia e os desdobramentos práticos pactuados na reunião, Anabele destacou o potencial transformador dessa união de esforços. “O resultado foi positivo, e acreditamos que o envolvimento de tantas cabeças brilhantes traz grandes oportunidades de avanço para a restauração ecológica e a justiça social no Cerrado e na Caatinga”.

*Com informações da Araticum — Articulação pela Restauração do Cerrado


Redação


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