Restauração no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: mais de 860 mudas plantadas em mutirões do projeto Plantando Caminhos da Água
Foram mais de 30 pessoas voluntárias — jovens, adultas, idosas e crianças...
Com o objetivo de restaurar 105,51 hectares de área na Fazenda São Bento, em Alto Paraíso de Goiás, a equipe técnica do projeto Águas Cerratenses: semear para brotar, realiza no local o preparo do solo. A ação tem como foco a retirada das espécies exóticas invasoras, uma vez que trata-se de uma área de pastagem secular na região da Chapada dos Veadeiros. Já foram realizadas gradagens e levantamento da curva de nível. O controle dos capins exóticos segue até o momento da semeadura das plantas nativas na próxima estação chuvosa.
O trabalho na Fazenda São Bento será feito de acordo com a classificação das fitofisionomias de vegetação. Isso irá diferenciar também as espécies de sementes nativas que serão semeadas em cada polígono. Em 97,14 hectares será feita a restauração ecológica de cerrado sentido restrito e 3,37 hectares de mata de galeria. Também em cerca de cinco hectares será feito um enriquecimento de vegetação nativa de cerrado, concentrando no objetivo de retorno da vegetação herbácea-arbustiva já que as árvores nativas estão presentes devido processo de regeneração natural.
A coordenadora do projeto, a bióloga Alba Cordeiro, explicou que um dos principais fatores que limitam o retorno da vegetação nativa no local é a presença de capins exóticos, uma vez que há mais de cem anos a área era utilizada para pastagem. “Nosso objetivo é iniciar o plantio em novembro deste ano, quando começam as chuvas na região e isso facilita a germinação das sementes. Conforme os estudos utilizaremos em média 60 espécies de sementes e a expectativa é que com o retorno da vegetação nativa haja uma melhoria de serviços ecológicos para região das nascentes do afluente do Rio Couros”, pontuou.
A Fazenda São Bento possui o montante de Reserva Legal estabelecido em lei, no entanto, visando melhorias no processo ecológico, como infiltração da água, a proprietária, Magda Pfrimer Muller optou por aderir ao projeto.
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