Promover expansão da cadeia de produção regional de sementes nativas na região do Alto Médio da Bacia do Tocantins, por meio da restauração ecológica com sementes de capins, arbustos e árvores nativas do Cerrado em propriedades rurais.
Apresentação
O projeto Águas Cerratenses nasce do compromisso com a restauração ecológica e a valorização das comunidades tradicionais do Cerrado. Em alinhamento com as metas climáticas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris, o projeto contribui para a recomposição da vegetação nativa, fortalecendo as cadeias produtivas da restauração com enfoque na produção de sementes nativas.
Para atingir a meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares até 2030, é essencial superar gargalos como a escassez de sementes em larga escala. Estima-se que serão necessárias até 16 toneladas de sementes por ano, envolvendo milhares de coletores e gerando oportunidades de renda e conservação.
Nesse contexto, o Águas Cerratenses aposta na inovação social e na inclusão de pequenos agricultores e comunidades tradicionais, reconhecendo o papel estratégico dessas populações na proteção dos territórios e na restauração de ecossistemas. A experiência de redes como a Rede de Sementes do Xingu, que já restaurou mais de 5 mil hectares com a participação de 500 famílias, comprova o impacto positivo dessa abordagem.
O projeto defende que restaurar o Cerrado também é reconhecer e fortalecer os saberes locais, promovendo justiça climática e desenvolvimento territorial com base na biodiversidade.
Envolvimento e regularização ambiental de propriedades com passivo; revegetação mecanizada em APP e RL no Alto Médio Tocantins; fortalecimento da cadeia da restauração; ampliação e fortalecimento da produção de sementes nativas na Chapada dos Veadeiros; estudo de mecanismos de mensuração de carbono; ações de sensibilização ambiental com crianças e jovens. Inclui: diagnóstico e zoneamento por geoprocessamento; visitas técnicas e apresentação do projeto; plantio de 600 ha por semeadura direta; organização da produção de sementes; oficinas de capacitação para coleta de sementes; levantamento de dados de carbono; produção de animação sobre o Cerrado para o público infantil; oficinas de educação ambiental; vídeos sobre metodologias das oficinas e da semeadura direta; elaboração de conteúdo para redes sociais; sistematização e avaliação dos resultados.