Um dos desafios da produção de sementes nativas para restauração ecológica é o curto período disponível para a análise de qualidade das sementes entre o período de coleta, comercialização e plantio. O teste de tetrazólio (TZ) tem se mostrado uma alternativa eficaz para análise rápida da viabilidade, portanto, nesse trabalho analisamos a germinabilidade em comparação à viabilidade pelo referido teste, com sementes de Copaifera langsdorffii Desf. coletadas na região da Chapada dos Veadeiros – GO, nos anos de 2020, 2021 e 2023, a fim de atestar a eficácia do teste de TZ na avaliação da qualidade. As sementes, previamente armazenadas em sala climatizada a 20 °C, foram escarificadas manualmente com lixa para ambos os testes. Os testes de germinação (GM) foram realizados em placas de petri com papel-filtro, 10 repetições de 10 sementes cada, a 28 °C e fotoperíodo de 12h em câmara de germinação. A semente foi considerada germinada após emissão e curvatura da radícula. Para os testes com TZ foram utilizadas 50 sementes por ano, sendo cinco repetições de 10 sementes cada, submetidas à embebição em água por 48h, seguido de corte longitudinal separando os cotilédones; e embebição em Cloreto de Trifenil Tetrazólio 2,3,5 em concentração de 0,125% em água por 18h no escuro. As sementes foram classificadas conforme intensidade e locais de coloração, manchas e firmeza dos tecidos em diferentes classes: I para sementes viáveis; II - sementes viáveis, mas com características que interferem na germinação; III com menor potencial de germinação ou mortas, consideradas inviáveis; I/II - sementes viáveis; e II/ III com menor probabilidade de germinar, consideradas inviáveis. Ao final, contabilizamos a quantidade de viáveis e inviáveis. A germinabilidade no ano de 2020 foi de 0%; 2021, de 3%; e 2023, de 41%. O teste de TZ demonstrou que das sementes de 2020, 14% são viáveis; das sementes de 2021, 54% são viáveis; e, das sementes de 2023, 92% são viáveis. Os resultados do teste de GM refletem a tendência da viabilidade expressa pelo teste de TZ, sendo a maior viabilidade para lotes mais recentes; porém não o sucesso germinativo, já que este pode ser afetado e até comprometido por diversos fatores, como infestação por fungos e bactérias em condições controladas em laboratório, ou predação e estresse hídrico quando semeadas no campo. Sendo assim, os testes fornecem informações diferentes e complementares sobre a qualidade dos lotes, sendo ambos válidos para análise das espécies.