Trichogonia prancei G.M.Barroso é uma espécie subarbustiva endêmica do Cerrado e pertencente à família Asteraceae. Ocorre em áreas campestres e campos rupestres dos estados de Goiás e Distrito Federal. T. prancei tem sido utilizada na restauração de áreas degradadas, entretanto, há uma grande escassez de dados na literatura sobre sua germinação e emergência. Dessa forma, visando o uso dos dados produzidos neste estudo em projetos de restauração, o objetivo deste trabalho é avaliar a germinabilidade e a porcentagem de emergência de sementes T. prancei. As sementes utilizadas foram coletadas em 2024 na região da Chapada dos Veadeiros. Para avaliar a germinabilidade, realizou-se teste de germinação com 100 sementes divididas em 10 repetições. As sementes foram colocadas em placas Petri de plástico transparente, dentro de marmita transparente e três papeis filtro como substrato para evitar evaporação da água das placas. Já para avaliar a emergência, o experimento foi realizado em marmitas transparentes utilizando como substrato 300 g de areia lavada média umedecida com 50% da capacidade de campo da areia, onde foram levemente enterradas 200 sementes divididas em 8 repetições. Ambos experimentos foram mantidos durante 30 dias em câmara de crescimento de plantas com temperatura de 28°C e fotoperíodo de 12 horas. Ao final do experimento, foram avaliadas a germinabilidade e porcentagem de emergência e, para isso, foi considerada como germinadas as sementes em que houve a protrusão e curvatura da radícula, ou emergência quando observado estrutura aérea acima da superfície de areia. A germinabilidade de T. prancei foi de 27% e a emergência foi de 17,5%. As sementes de T. prancei são pequenas, medindo 2,68 mm de comprimento e 0,40 mm de largura, e em areia, foi observado que durante o experimento as sementes deslizaram para o fundo da marmita, o que pode ter comprometido a sua germinação e, consequentemente, a sua emergência. Dessa forma, a diferença encontrada nos experimentos pode ser explicada pelo enterramento das sementes. Apesar dos resultados obtidos em laboratório não terem sido superiores à 50%, o uso dessa espécie em campos de restauração tem-se tornado cada vez mais frequente devido à sua contribuição para a diversidade florística e pela atração de polinizadores nos plantios, de modo que se torna necessário mais estudos sobre viabilidade, vigor, longevidade e testes em campo, para que restauradores possam utilizar esses dados ao planejar plantios em áreas de restauração.