Quem somos
Somos a Rede de Sementes do Cerrado (RSC), uma associação civil, sem fins lucrativos, reconhecida como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Nossa missão é conectar os elos da restauração com o protagonismo das comunidades na conservação do Cerrado.
Referência nacional na cadeia da restauração ecológica com sementes nativas, atuamos conectando todos os elos dessa cadeia — desde a formação de coletores comunitários até a articulação política e técnica, passando pela pesquisa aplicada, formações e implementação de projetos de restauração em larga escala.
Nossa trajetória começou em 2001, com apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB), como parte de um esforço para criar redes de sementes em diferentes biomas brasileiros. Em 2004, nós nos formalizamos como associação civil e, em 2005, passamos a ser reconhecidos como OSCIP. Em 2013, obtivemos credenciamento junto ao Ministério da Agricultura, o que nos permitiu produzir e comercializar sementes nativas.
Atuando com sementes de base comunitária desde 2017, estruturamos um mercado de sementes, estabelecendo um importante intercâmbio entre coletores e restauradores. Essa articulação política e técnica visa fomentar a restauração ecológica inclusiva, regulamentar a coleta de sementes e promover o comércio justo, contribuindo, assim, para melhorar a qualidade de vida das comunidades do Cerrado e gerar benefícios sociais, econômicos e ambientais significativos.
Como parte da atuação na cadeia da restauração ecológica, oferecemos apoio, por meio do desenvolvimento de projetos, da formação e da assistência técnica, às comunidades e aos grupos de coletores para se inserirem como protagonistas da restauração de seus territórios.
Estamos presentes em diversas regiões do Cerrado, com atuação destacada na Chapada dos Veadeiros (GO) e expansão para Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Pará e o Distrito Federal. Por meio de projetos, fortalecemos grupos comunitários e construímos soluções inovadoras para manter o Cerrado em pé — com vida, cultura e diversidade. Acreditamos que não há restauração sem sementes, e não há sementes sem gente. Nosso trabalho fortalece saberes tradicionais, gera oportunidades de renda e transforma realidades com base na conservação ambiental e na equidade social.
Conectar os elos da restauração com protagonismo das comunidades na conservação do Cerrado.
Até 2035, consolidarmo-nos como referência na restauração ecológica inclusiva no Brasil, como estratégia para a conservação.
Cultivamos o entusiasmo, o amor e a conexão profunda com o Cerrado, reconhecendo sua riqueza ecológica, social e cultural. Cuidamos e defendemos seus ecossistemas, em parceria com povos e comunidades tradicionais que o habitam e o protegem. Valorizamos seus saberes ancestrais e formas de vida, e nos engajamos em ações que celebrem a beleza, a resistência e a importância do Cerrado como um bioma essencial à vida.
Atuamos de forma transparente e participativa, acreditando que o diálogo, a escuta ativa e o acolhimento são caminhos essenciais para a construção de soluções coletivas e sustentáveis. Estimulamos a corresponsabilidade e a cooperação entre pessoas, setores e parceiros, tanto dentro da instituição quanto em nossas articulações com redes, movimentos sociais e comunidades.
Zelamos pelo bem viver de forma ampla e integradora, promovendo o cuidado mútuo, a escuta sensível, a valorização das relações saudáveis e o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Buscamos cultivar ambientes seguros, respeitosos e afetivos, que favoreçam a saúde mental, o autocuidado e o florescimento individual e coletivo, dentro e fora da instituição.
Somos movidas por propósito, atuando com paixão, responsabilidade e coerência diante das causas que abraçamos. Mantemos firme o compromisso com os acordos estabelecidos, com os princípios da justiça socioambiental e com a transformação social, dedicando tempo, energia e escuta ativa às pessoas e territórios com os quais nos vinculamos.
Prezamos por um ambiente plural, inclusivo e respeitoso, no qual a diversidade seja reconhecida como fonte de potência e transformação. Incluímos e apoiamos pessoas negras, indígenas, quilombolas, PCDs, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas mais velhas e outras identidades historicamente marginalizadas. Buscamos criar condições reais de permanência, pertencimento e protagonismo dessas pessoas, respeitando os modos de vida, as culturas e os saberes tradicionais das comunidades com as quais dialogamos.
Prezamos por uma atuação ética, transparente e honesta, guiada pela coerência entre discurso e prática. Tomamos decisões com responsabilidade, respeitando os direitos humanos, a justiça social e os princípios de dignidade, solidariedade e equidade.
Foto de Dudu Coladetti
O que fazemos
Atuamos para fortalecer a restauração ecológica do Cerrado de forma socialmente justa e ambientalmente eficaz. Nosso trabalho conecta comunidades, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e restauradores, criando caminhos para que a recuperação de áreas degradadas esteja associada à valorização da sociobiodiversidade, à geração de oportunidades econômicas nos territórios e à construção de soluções coletivas para a conservação do bioma.
Para isso, promovemos iniciativas que combinam ação prática nos territórios, articulação institucional e produção de conhecimento. Atuamos apoiando processos de restauração que envolvem diretamente comunidades locais, fortalecendo redes de colaboração entre diferentes atores e contribuindo para ampliar o reconhecimento da restauração ecológica como estratégia central para enfrentar os desafios ambientais e climáticos do Cerrado. Esse trabalho também inclui a formação de pessoas e lideranças que atuam na coleta de sementes, na restauração e na gestão de iniciativas comunitárias, fortalecendo capacidades locais e ampliando o protagonismo dos territórios.
Ao mesmo tempo, buscamos gerar e compartilhar conhecimento que contribua para aprimorar práticas de restauração e fortalecer a cadeia das sementes nativas. Em diálogo com parceiros institucionais, pesquisadores e comunidades, desenvolvemos e disseminamos experiências, metodologias e aprendizados que ajudam a consolidar uma agenda de restauração mais integrada, capaz de articular conservação da natureza, justiça socioambiental, pesquisa e políticas públicas voltadas à proteção do Cerrado.
Gestão
A Rede de Sementes do Cerrado (RSC) tem o compromisso com a equidade de oportunidades, a representatividade e a valorização da diversidade. Presidida por mulheres desde sua fundação, a atual diretoria e o Núcleo Executivo (NE) da organização são inteiramente compostos por mulheres, incluindo a participação de mulheres negras entre suas integrantes.
O NE é composto por nove frentes de atuação que organizam a estrutura interna da RSC: Articulação e Captação, Gestão, Gestão de Pessoas, Produção de Sementes, Restauração, Comunicação, Comercialização, Projetos e Pesquisa & Desenvolvimento. Cada frente é coordenada por uma mulher, e as decisões estratégicas da organização são construídas de forma coletiva entre essas coordenadoras, em um processo participativo, pautado pelo diálogo, pela escuta ativa e pela construção coletiva.
Com uma equipe diversa, qualificada e conectada aos territórios, nossa gestão reflete os valores que sustentam a missão da RSC: inclusão, justiça socioambiental, fortalecimento da base comunitária e compromisso com um Cerrado vivo, restaurado e respeitado.
Transparência
A Rede de Sementes do Cerrado tem a transparência, a ética e a responsabilidade institucional como princípios fundamentais de sua atuação. Nosso compromisso é garantir que decisões, processos e resultados sejam conduzidos com integridade, participação e clareza, fortalecendo a confiança das comunidades, parceiros, financiadores e da sociedade em geral.
Para isso, adotamos práticas de governança que incluem planejamento estratégico participativo, monitoramento contínuo das atividades e prestação de contas regular dos projetos executados. Esses processos permitem acompanhar resultados, avaliar impactos e aprimorar continuamente nossas ações, assegurando que os recursos mobilizados contribuam de forma efetiva para a conservação do Cerrado e para o fortalecimento das comunidades envolvidas na restauração ecológica.
Também prezamos pela organização e pela disponibilização pública dos principais documentos institucionais e legais da Rede. Em nosso acervo digital estão reunidos materiais como o Estatuto da organização, o Regimento Interno, o certificado de qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), relatórios de auditoria, além das atas das assembleias ordinárias e extraordinárias realizadas ao longo de nossa trajetória. Esses documentos registram a estrutura de governança da Rede, as decisões coletivas e os compromissos institucionais que orientam nossa atuação.
Nos últimos anos, a Rede também avançou na consolidação de instrumentos que fortalecem a integridade e a segurança de sua atuação institucional. Entre esses instrumentos estão o Código de Ética e Conduta, a Política de Compliance, o Protocolo de Gestão de Conflitos e o Protocolo de Orientações e Metodologias Participativas, que estabelecem diretrizes claras para prevenir riscos, orientar relações institucionais e assegurar práticas organizacionais éticas e transparentes.
Esses mecanismos incluem ainda canais institucionais de escuta e acompanhamento, como a ouvidoria, além de processos sistemáticos de monitoramento e avaliação que registram indicadores, resultados e aprendizados gerados pelos projetos da Rede. A sistematização dessas informações fortalece a governança da organização e contribui para decisões mais qualificadas, baseadas em evidências e construídas de forma coletiva.
Nesta página, reunimos documentos institucionais, relatórios, políticas e registros que refletem nosso compromisso com uma atuação transparente, responsável e alinhada às boas práticas de gestão no campo socioambiental. Esses materiais estão disponíveis para consulta pública e expressam o esforço contínuo da Rede de Sementes do Cerrado em construir uma organização ética, participativa e comprometida com a justiça socioambiental.
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