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RSC promove Dia de Campo no Assentamento Oziel Alves e fortalece diálogo entre comunidade, técnicos e financiadores

Reunindo comunidade local, equipe técnica, parceiros institucionais e representantes de instituições financiadoras, a Rede de Sementes do Cerrado (RSC), promoveu nesta segunda-feira (26), um Dia de Campo. A iniciativa, realizada em parceria com Associação dos Produtores Agroecológicos do Alto São Bartolomeu (Aprospera), e a Rede Cora, aconteceu no Assentamento Oziel Alves III, em Planaltina (DF) e teve como objetivo apresentar, de forma prática como os Sistemas Agrocerratenses (SACEs) estão sendo implementados no território, além de fortalecer a aproximação entre diferentes atores envolvidos no Projeto Sementes do Cerrado: caminhos para o fortalecimento da cadeia de restauração ecológica inclusiva nos corredores da biodiversidade.

A atividade foi iniciada com uma roda de conversa, conduzida pela equipe da RSC que abordou sobre os SACEs, seus princípios, objetivos e como vêm sendo implementados no Assentamento como alternativa de restauração produtiva. “Falamos sobre o protagonismo das sementes e espécies nativas do Cerrado, geração de renda para as famílias e conservação ambiental. A discussão coletiva desses temas contribui para alinhar expectativas, esclarecer conceitos e fortalecer a compreensão de que a restauração proposta pelo projeto vai além da recuperação ambiental, integrando produção, participação social e geração de conhecimento”, explicou Jimena Stringuetti , Coordenadora do Núcleo de Projetos da RSC.

O agrônomo e técnico de campo, Vinícius Santos Lima e Viviane Evangelista do Instituto Federal de Brasília (IFB) contribuíram para o enriquecimento do debate. 

Visitas técnicas

Para apresentação do sistema produtivo, os participantes realizaram visitas em duas áreas. Estiveram na propriedade da Dona Inês Santos e seu Sandro Santos, bem como da dona Emilene Paiva, onde foi possível conhecer outro contexto de implantação dos SACEs e participar de uma muvuquinha com o plantio coletivo de sementes nativas do Cerrado.

Mais uma vez, a convivência em campo permitiu integrar conhecimento científico, experiência prática e saberes tradicionais, fortalecendo a construção coletiva dos sistemas. “Essa troca cria um ambiente de aprendizado mútuo. Os SACEs deixam de ser apenas uma proposta teórica e passam a ser compreendidos como uma prática viva, construída no território, junto às famílias”, ressaltou Jimena Stringuetti.

SACEs

No assentamento Oziel Alves, os SACEs estão sendo implementados junto a 12 famílias, em áreas de aproximadamente 0,5 hectare cada, respeitando as características ambientais do território e as escolhas produtivas de cada núcleo familiar. Os sistemas combinam espécies nativas do Cerrado com cultivos agrícolas, articulando restauração ambiental, produção de alimentos e geração de renda. Construídos de forma participativa, os SACEs não seguem um modelo único, mas se adaptam às condições locais, integrando conhecimento técnico, pesquisa aplicada e os saberes das famílias, que atuam como protagonistas no processo de implantação e manejo das áreas.

Participação

Além de técnicos da Rede de Sementes do Cerrado, participaram da atividade estudantes bolsistas, parceiros institucionais, representantes do FUNBIO, da Petrobras e do BNDES, que são os financiadores do projeto. Para Jimena Stringuetti, a presença dos financiadores em campo contribui para que eles compreendam melhor o desenvolvimento das ações. “Estar no território permite compreender, de forma direta, o contexto social, ambiental e técnico em que os SACEs estão sendo implementados. Isso fortalece o entendimento sobre as escolhas metodológicas do projeto e sobre a complexidade do trabalho desenvolvido junto às famílias”, concluiu a coordenadora. 

Sobre o projeto

O Sementes do Cerrado vai muito além da recuperação ambiental. A proposta busca promover a inclusão social, valorizar o conhecimento tradicional dos agricultores, fortalecer a economia local e reconhecer o protagonismo das comunidades na conservação do bioma. O projeto é financiado pelo Edital Corredores da Biodiversidade, da Iniciativa Floresta Viva, promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto conta com o apoio da Petrobras e tem o FUNBIO como parceiro gestor.

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