A Rede de Sementes do Cerrado (RSC) participou, nesta terça-feira (27), de um Dia de Campo na Floresta Nacional de Brasília (Flona), iniciativa que marcou a apresentação dos resultados do primeiro ano do projeto Elo das Águas, executado pelo Instituto Cerrados. O encontro reforçou a importância da integração entre projetos, redes e instituições que atuam na restauração ecológica do Cerrado.
A programação reuniu financiadores, parceiros institucionais e organizações da sociedade civil em uma roda de conversa voltada ao compartilhamento de resultados, desafios e aprendizados sobre a execução do projeto. Os participantes acompanharam ainda uma atividade prática de plantio, vivenciando as técnicas adotadas nas áreas em processo de restauração.
Durante a atividade de campo, foi realizada uma demonstração de muvuca de sementes e plantio em uma área de 0,5 hectare, com diálogo técnico sobre metodologias, desafios operacionais e o papel das redes de sementes na restauração em larga escala do bioma. “Foi um momento importante para trocar experiências, entender diferentes contextos e aprofundar o debate técnico sobre as estratégias de restauração”, destacou a coordenadora de Restauração do projeto Elo das Águas, Murielli Garcia.
Segundo Jimena Stringuetti, coordenadora do Núcleo de Projetos da RSC, a participação da RSC como convidada evidencia a convergência entre iniciativas e o valor da articulação entre projetos. Para ela, “esses encontros fortalecem a troca de conhecimentos, amplia a cooperação técnica e contribui para a construção de soluções conjuntas para os desafios da restauração do Cerrado”, pontua Jimena.
O projeto Elo das Águas tem como objetivo restaurar 200 hectares de Cerrado, sendo 70 hectares na Flona de Brasília. A atividade contou com a presença de representantes do FUNBIO, BNDES e Petrobras, além de parceiros como o ICMBio, Rede Cora, Cerrado Vive e a Tikré, empresa executora da iniciativa.