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Foto: Anna Cecilia

Com uma programação que combina ciência, extensão e troca de saberes, a Rede de Sementes do Cerrado (RSC) marcou presença no Simpósio de Fisiologia de Plantas: Ciência e Inovação com Protagonismo Feminino, realizado nos dias 26 e 27 de março, no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB).

Desenvolvida em parceria com o Laboratório de Termobiologia e organizações comunitárias, a participação da RSC reuniu uma exposição institucional e a apresentação de três pôsters científicos, evidenciando a conexão entre ciência, extensão e práticas de restauração ecológica no Cerrado.

Os trabalhos apresentados abordam desde o desenvolvimento de protocolos para armazenamento de sementes nativas até análises sobre a qualidade em consonância com as Regras para Análise de Sementes (RAS) do Ministério da Agricultura 2025 e estudos sobre a tolerância de sementes de capins de diferentes anos em diferentes substratos.

Segundo Jamily Pereira, coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da RSC, a presença no evento reforça a importância da prática acadêmica alinhada ao conhecimento dos territórios. “A Rede trouxe para esse espaço resultados que nascem da prática e do diálogo com coletores. É uma construção coletiva, que busca soluções reais para os desafios da restauração no Cerrado”, afirma.

Pôster

Entre os destaques, está o pôster vinculado a um projeto de extensão desenvolvido em parceria com a Rede e a Associação de Coletores Cerrado de Pé (ACP), que apresenta resultados iniciais voltados à melhoria do armazenamento de espécies nativas comercializadas pela ACP.

A iniciativa surgiu a partir de articulações realizadas durante um encontro de pesquisadores na Chapada, quando foram definidas estratégias para fortalecer a atuação das Casas de Sementes. “Nosso objetivo é desenvolver protocolos mais simples e acessíveis, que permitam aos técnicos das Casas de Sementes avaliar a qualidade dos lotes com mais agilidade. Isso fortalece a autonomia das comunidades e melhora a eficiência da restauração”, explica Jamily Pereira.

Programação

Promovendo a integração entre pesquisadores, estudantes e iniciativas de base comunitária, o simpósio incluiu minicursos, palestras, exposições, visitas técnicas e apresentações de pôsteres. Como parte da programação, a presidenta da RSC, Anabele Gomes, participou de uma visita técnica com estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB), dos cursos de Ciências Biológicas e Agronomia, ao lado de Bárbara Pacheco, da VerdeNovo Sementes.

Durante a atividade, foram apresentados aspectos da cadeia da restauração com sementes nativas, incluindo a origem e o funcionamento das redes de sementes de base comunitária, bem como as possibilidades de atuação profissional nesse campo. A visita também buscou estimular os estudantes a refletirem sobre seu papel dentro da cadeia da restauração ecológica.

Nesta sexta-feira (27), foi realizada ainda uma premiação em homenagem à professora Linda Caldas, fundadora da RSC, reconhecendo trajetórias e contribuições para a ciência e a restauração ecológica. “Estar em um evento como esse, com protagonismo feminino e científico, mostra que a restauração também passa pela valorização das pessoas e dos territórios. A ciência precisa estar conectada com quem está no campo”, conclui a coordenadora.

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