RSC apresenta planejamento estratégico para a equipe e projeta expansão da restauração inclusiva até 2030
Com o olhar voltado para o futuro da restauração ecológica no Cerrado, a Rede de Sementes do Cerrado (RSC) apresentou nesta segunda-feira (13) o Planejamento Estratégico 2026–2030, documento que estabelece as diretrizes da organização para os próximos cinco anos e reforça o protagonismo das comunidades na conservação do bioma.
O encontro virtual reuniu equipe técnica, diretoria e integrantes dos núcleos da Rede, marcando um momento de alinhamento institucional e construção coletiva. Elaborado de forma participativa, o plano busca organizar a atuação da RSC diante dos desafios da restauração ecológica, conectando conservação ambiental, geração de renda e fortalecimento dos territórios.
Presidente da RSC, Anabele Gomes reforçou o caráter estruturante do processo ao destacar que os últimos anos de trabalho foram fundamentais para que a organização compreendesse seu posicionamento institucional. “O planejamento nasce como uma espinha dorsal capaz de sustentar decisões e orientar prioridades”, afirmou a presidente.
Coordenadora do Núcleo de Gestão da RSC, Cibele Santana chamou a atenção para a necessidade de foco e coerência institucional. “ O planejamento estratégico orienta toda a equipe RSC a concentrar esforços no que é essencial, evitando a dispersão de ações. É muito importante que toda a equipe se aproprie do planejamento como instrumento de gestão”, completou.
Apresentado à equipe pela coordenadora de Gestão de Pessoas da RSC, Mari Rosa Souza, o documento enfatiza a missão da Rede que é conectar os diferentes elos da cadeia da restauração tendo as comunidades como protagonistas na conservação do Cerrado. A visão de futuro projeta a organização como referência nacional em restauração ecológica inclusiva, consolidando um modelo que integra conservação ambiental, inclusão e valorização dos saberes locais.
Objetivos Estratégicos
A análise de cenário evidencia tanto a solidez quanto os desafios internos da organização. Entre os pontos fortes estão a credibilidade institucional, o engajamento da equipe e as relações de confiança com parceiros.
A partir desse diagnóstico, a Rede definiu oito objetivos estratégicos que orientam sua atuação até 2030. As metas incluem a ampliação da estabilidade financeira, a construção de um ambiente organizacional mais saudável, o fortalecimento da governança participativa e a consolidação de um ecossistema de parcerias. Também estão entre as prioridades a formação de lideranças comunitárias, a ampliação da participação de comunitários em funções técnicas, a difusão da semeadura direta e a incidência em políticas públicas para viabilizar o financiamento da restauração inclusiva em escala.
Mais do que um documento técnico, o planejamento se consolida como um pacto coletivo que reafirma o compromisso da Rede de Sementes do Cerrado com a restauração ecológica, e o fortalecimento das comunidades que vivem e cuidam do bioma.