Seleciona o Idioma

Restauração avança no Assentamento Itaúna com início do monitoramento das áreas recuperadas

Dando continuidade às ações do Projeto Sementes do Cerrado: caminhos para o fortalecimento da cadeia de restauração ecológica inclusiva nos corredores da biodiversidade, a equipe técnica da Rede de Sementes do Cerrado (RSC) e da Semeia Cerrado realizou, nesta terça-feira (22), uma visita ao Assentamento Itaúna, em Planaltina de Goiás (GO). A atividade marca o início do monitoramento das áreas restauradas pelo projeto, etapa fundamental para acompanhar o desenvolvimento da vegetação nativa e avaliar os resultados das intervenções realizadas.

Localizado em uma região estratégica para a conservação dos recursos hídricos do Cerrado, o Assentamento Itaúna possui extensa rede de nascentes, matas de galeria e áreas de Reserva Legal. Nos últimos anos, a comunidade passou a enfrentar desafios relacionados à degradação ambiental e à redução da disponibilidade de água, tornando a restauração ecológica uma demanda prioritária do território.

Monitoramento das áreas

A nova etapa do projeto consiste na implantação de protocolos de monitoramento capazes de acompanhar o estabelecimento das espécies semeadas e a evolução das áreas restauradas ao longo do tempo.

Segundo o supervisor de restauração da RSC, Augusto Coelho, a visita permitiu alinhar os procedimentos técnicos e observar os resultados iniciais das diferentes estratégias de restauração adotadas. “Visitamos áreas onde foram utilizadas diferentes técnicas de restauração e pudemos observar como as plantas estão se desenvolvendo. Também realizamos a instalação de um transecto para demonstrar como o monitoramento deve ser feito em campo. Esse acompanhamento é fundamental para entendermos a resposta das áreas e orientar os próximos passos da restauração”, afirma.

Antes da implantação das ações de semeadura, as equipes realizaram um monitoramento inicial, que servirá como referência para avaliar as mudanças na vegetação ao longo dos próximos anos. Novas campanhas de monitoramento serão realizadas periodicamente.

Para Henrique dos Santos, técnico da Semeia Cerrado, o acompanhamento contínuo das áreas restauradas permite gerar informações importantes para o aperfeiçoamento das estratégias de recuperação do Cerrado. “O monitoramento permite acompanhar o desenvolvimento das espécies e compreender como a vegetação está se estabelecendo. Esses dados ajudam a avaliar a efetividade das ações de restauração, identificar necessidades de manejo e gerar informações que contribuam para o aprimoramento das estratégias de recuperação do Cerrado”, destaca.

Itaúna

No Assentamento Itaúna, o projeto prevê a recuperação de 49 hectares de áreas de Reserva Legal por meio de diferentes técnicas de restauração, incluindo o manejo de gramíneas exóticas invasoras, enriquecimento da vegetação nativa e semeadura direta. Além da recuperação ambiental, as ações buscam fortalecer a segurança hídrica das famílias assentadas, proteger nascentes e ampliar a conectividade entre os remanescentes de vegetação nativa do Cerrado.

O projeto

Executado pela Rede de Sementes do Cerrado (RSC), o Projeto Sementes do Cerrado: caminhos para o fortalecimento da cadeia de restauração ecológica inclusiva nos corredores da biodiversidade prevê a restauração de 200 hectares com espécies nativas do bioma, promovendo a inclusão produtiva por meio da cadeia de sementes e da mobilização comunitária.

A iniciativa é financiada pelo Edital Corredores da Biodiversidade, da Iniciativa Floresta Viva, promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com apoio da Petrobras e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), responsável pela gestão do programa.


Compartilhe a notícia

Facebook
Twitter
LinkedIn