Presidente da RSC vence o 4º Prêmio Engenho Mulher por atuação na conservação do Cerrado
A presidente da Rede de Sementes do Cerrado (RSC), Anabele Gomes, foi uma das três vencedoras da 4ª edição do Prêmio Engenho Mulher – Reconhecimento a quem nos Transforma, realizado na noite desta segunda-feira (25), no Museu de Arte de Brasília (MAB), no Distrito Federal.
A premiação reconhece mulheres que promovem transformação social por meio da educação, cultura, sustentabilidade e fortalecimento comunitário. Nesta edição, além de Anabele Gomes, também foram premiadas a educadora Ana Paula Bernardes e a escritora Cristiane Sobral.
Anabele foi reconhecida pela atuação à frente da Rede de Sementes do Cerrado, iniciativa que conecta os elos da restauração com o protagonismo das comunidades na conservação do Cerrado. Referência nacional na cadeia da restauração ecológica com sementes nativas, a RSC atua conectando todos os elos dessa cadeia, desde a formação de coletores comunitários até a articulação política e técnica, passando pela pesquisa aplicada, formações e implementação de projetos de restauração em larga escala.
Idealizado pela jornalista Kátia Cubel, o prêmio busca ampliar a visibilidade de mulheres que desenvolvem ações de impacto social em diferentes territórios do Distrito Federal e Entorno. As homenageadas foram escolhidas por um júri formado pelas jornalistas Basília Rodrigues, Cláudia Meirelles, Márcia Zarur, Neila Medeiros, Paola Lima e Sibele Negromonte.
Pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) e uma das referências na restauração ecológica com sementes nativas do Cerrado, Anabele destacou que a homenagem representa também o reconhecimento do trabalho coletivo desenvolvido pelas comunidades que atuam diretamente na conservação do bioma. “Receber essa homenagem é também reconhecer o trabalho coletivo construído por tantas pessoas, especialmente mulheres, comunidades tradicionais, quilombolas, agricultores familiares e coletores de sementes que mantêm o Cerrado vivo. A restauração ecológica acontece a partir das pessoas e dos territórios”, afirmou.
Ampliando o alcance
Durante a cerimônia, Anabele também ressaltou a importância de iniciativas como o prêmio para ampliar o diálogo sobre o Cerrado para além dos espaços tradicionais da pauta socioambiental. “Esse tipo de reconhecimento ajuda a gente a furar a bolha. Muitas vezes estamos falando apenas para o nosso próprio meio. Quando um prêmio como esse aproxima a pauta ambiental de jornalistas, comunicadores, lideranças e pessoas de diferentes áreas, conseguimos levar o Cerrado, a restauração ecológica e o trabalho das comunidades para novos espaços e novas pessoas”, destacou.
Segundo ela, a premiação também fortalece pontes entre quem comunica e quem atua diretamente nos territórios. “É importante quando pessoas que têm visibilidade e espaço de fala conseguem se aproximar de quem está fazendo esse trabalho no dia a dia. Isso amplia o alcance das pautas e fortalece essas conexões”, completou.
Anabele também destacou a importância das demais homenageadas e o impacto social das iniciativas reconhecidas nesta edição. “Foi muito especial compartilhar esse momento com mulheres tão inspiradoras. O trabalho da Ana Paula com a leitura e o pertencimento na Ceilândia e a trajetória da Cristiane na literatura e na educação mostram como diferentes formas de atuação também transformam vidas e territórios”, completou.
Sobre o prêmio
Criada em 2019, a premiação Engenho Mulher homenageia lideranças femininas que promovem impacto social por meio da educação, cultura, sustentabilidade e inovação social.