Com foco na integridade e na atuação responsável nos territórios, a Rede de Sementes do Cerrado (RSC) reuniu colaboradores e equipe de gestão, na última quinta-feira (2), em um treinamento voltado às boas práticas de governança, ética e gestão de riscos. A formação conectou conceitos técnicos ao cotidiano da Rede, trazendo reflexões e orientações práticas para fortalecer a tomada de decisões e a relação com as comunidades tradicionais.
Conduzido pelo Núcleo de Gestão de Pessoas, o encontro deu início a uma série de treinamentos e teve como foco consolidar uma atuação baseada na integridade, na transparência e na responsabilidade socioambiental. “A governança é o que garante coerência entre o que a gente defende e o que a gente pratica. Ela sustenta a confiança de parceiros, financiadores e, principalmente, das comunidades com as quais trabalhamos”, destacou Mari Rosa Souza, coordenadora do Núcleo e instrutora da formação.
Durante a capacitação, os conceitos apresentados foram diretamente conectados à missão da RSC, que atua na conservação do Cerrado a partir da valorização das sementes nativas e do protagonismo comunitário. Mais do que diretrizes institucionais, segundo Mari Rosa Souza, princípios como o respeito aos saberes locais, a gestão de riscos e a laicidade são pilares fundamentais que guiam cada decisão e ação da organização no território.
Outro ponto central foi o fortalecimento da cultura ética dentro da instituição. O Código de Conduta foi apresentado como um instrumento vivo, que orienta relações internas e externas e estabelece padrões claros de comportamento. “Não se trata apenas de um documento, mas de um compromisso coletivo com o respeito, a transparência e o uso responsável dos recursos”, afirmou a instrutora, ao destacar a política de tolerância zero para práticas como assédio, discriminação e corrupção.
Responsabilidade
A segurança da informação também ganhou destaque, especialmente diante da responsabilidade da Rede no manejo de dados sensíveis de comunidades tradicionais. A abordagem da Lei Geral de Proteção de Dados trouxe uma dimensão prática ao tema, reforçando a necessidade de cuidado permanente. “A exposição indevida de dados pode colocar pessoas em risco real e comprometer territórios inteiros. Por isso, a responsabilidade é de todas as pessoas que fazem uso das informações”, alertou Mari Rosa Souza. A instrutora também orientou sobre situações do cotidiano, como o compartilhamento acidental de informações, reforçando que, nesses casos, a postura deve ser pautada pela transparência e pela responsabilidade, dando encaminhamentos junto ao canal de integridade da RSC.
Trabalho de Campo
A formação trouxe ainda recomendações práticas para o trabalho em campo, destacando a importância do mapeamento prévio de conflitos fundiários, do consentimento das comunidades e do cuidado com registros e imagens. “Documentar bem é uma das principais formas de proteção institucional. Ata, relatório, termo de consentimento, tudo isso resguarda a equipe e a organização”, explicou.
Para Jimena Stringuetti, coordenadora do Núcleo de Projetos, a oficina ajudou a trazer mais clareza e alinhamento sobre temas que são estruturantes para nossa atuação, como ética, governança e gestão de riscos. “A apresentação conseguiu mostrar de forma muito prática como esses princípios não estão só no nível institucional, mas precisam orientar as decisões do dia a dia, desde a forma como a gente se comunica até como lidamos com recursos, informações e relações com parceiros e comunidades”, disse.
A participante reforçou ainda que a formação foi um espaço de troca e fortalecimento coletivo. “Além disso, acredito que momentos como esse também são muito importantes para fortalecer a integração da equipe, o sentimento de pertencimento e o alinhamento coletivo, que são fundamentais para que todas as pessoas se reconheçam como parte da instituição”, finalizou Jimena Stringuetti.
Com a iniciativa, a RSC mantém uma atuação alinhada à integridade e ao respeito às comunidades e fortalece sua estrutura interna, bem como a confiança construída ao longo dos anos nos territórios onde atua.